Coluna Mengolândia: Eu também tô me lixando!

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Andei pensando em escrever ou não algo sobre o episódio lamentável entre 0,00001% da torcida do Flamengo e o Bruno, indiscutivelmente, um dos poucos guerreiros que temos, hoje, em campo.

Decidi, então não escrever nada. É, não sou de polêmicas, não gosto de embates e não tenho nada a ver com isso. Até porque, como digo no título desse post, assim como o Bruno, ‘tô me lixando pra essa meia-dúzia de dois ou três que chamam o cara de “Melhor do Brasil”, quando ele pega uma caralhada de bolas num único jogo, mas que não perdoam uma mínima falha sua, o que ocorre vez ou outra (Diga-se de passagem, no último jogo, a zaga maravilhosa que temos fudeu a vida do cara).

Porém, ao entrar no blog do Arthur Muhlenberg, o Urublog, dei de cara com um comentário de um de seus inúmeros leitores, e, me dei a liberdade de aqui publicá-lo. Em poucas palavras, Ivan Trindade, conseguiu definir o que eu precisaria me revirar para conseguir expor. Ivan, com todo respeito e admiração, replico aqui sua belíssima colocação, ok? Espero que as pessoas o entendam!

“Leiam e reflitam:

O Flamengo e a histeria coletiva

Há tempos percebo na torcida do Flamengo uma ala botafoguense. Tal ala está cada vez maior. Só apoia o time quando o placar é favorável. Basta tomar um gol que começam os xingamentos, as vaias, os apupos. Nessa última quarta, no jogo contra a Universidade do Chile, tudo começou aos quatro minutos de jogo.

O jovem Rômulo tentou sair driblando e perdeu a bola. Na próxima vez que tocou na bola, vaias. À quem a torcida acha que está ajudando ao vaiar um dos seus jogadores tão cedo, além do adversário? Será que acham que o Rômulo vai jogar melhor ao ser vaiado, ou não imaginam que podem desestabilizar ainda mais o jogador.

Ninguém é cego. O time jogou mal demais! Os primeiros 30 minutos de jogo foram um horror poucas vezes visto. Nada deu certo e os chilenos fizeram dois gols. Mas vaiar adianta? Não será mais útil e inteligente se colocar atrás do time e mostrar que os 70 mil nas arquibancadas acreditam nos 11 em campo?

Um rapaz ao meu lado vaiava e xingava insanamente o Vagner Love. O mesmo Vagner Love que fez o gol da classificação no Pacaembu, uma semana antes. O mesmo Vagner Love que é, sem dúvida, o melhor jogador do elenco no primeiro semestre de 2010.

O goleiro Bruno é outro exemplo. Sem ele, pode-se dizer, não seríamos hexacampeões brasileiros. Isso é um fato. Assim como os gols do Adriano, do Pet e do Zé Roberto, as defesas do Bruno garantiram a conquista. Não lembram do jogo contra o Santos, ou do jogo contra o Botafogo? Três penaltis batidos e três defendidos. Mas, mesmo assim, após um gol, engraçadinhos nas cadeiras resolvem mandar o Bruno tomar no cu. Pedem Júlio Cesar. Há como ser mais imbecil? Acho que não.

Juan é ainda mais um exemplo. Foi, sem dúvida, o jogador mais acionado no jogo de quarta-feira. Lutou, correu, acertou e errou (errou mais do que acertou). No fim, fez o gol que tornou o sonho da classificação no Chile menos um delírio e mais uma possibilidade. Mesmo assim, não escapa das vaias. Por que tanta insatisfação?

Ao assistir o comportamento da ala botafoguense da torcida, pode-se imaginar que ele é o acúmulo de irritações por uma série de fracassos desse grupo. mas não. Com alterações aqui e ali, esse grupo de jogadores foi tricampeão estadual, campeão da Copa do Brasil e campeão brasileiro, além de ter chegado entre os cinco primeiros colocados no brasileirão nos últimos três anos (3o em 2007, 5o em 2008 e 1o em 2009).

Tais resultados recolocaram o Flamengo no cenário internacional (Libertadores), o que não acontecia desde 2002. Sem contar o fim das lutas contra o rebaixamento. Então, qual seria o motivo de tanta histeria e falta de apoio? Por que só fazer festa e ficar ao lado do time nos momentos de vitória? Para mim, isso é fruto de falta de informação. Parte da torcida vai ao estádio com o que chamo de espírito “Galvão Bueno”, que se define por desconhecer as circunstâncias do jogo, a situação do próprio e time e ignorar totalmente o adversário.

O Universidade do Chile, por exemplo, está invicto na Libertadores e é vice-líder do campeonato chileno. É um bom time que, principalmente, sabe jogar fora de casa. Já havia mostrado isso na primeira fase contra o Flamengo e nas oitavas de final, quando derrotou o Alianza Lima, no Peru.

Ficar irritado com uma má atuação é mais do que compreensível. Mas agravar ainda mais a situação tornando o ambiente de jogo pesado com xingamentos e vaias é burrice. Não ajuda em nada o Flamengo e só dá corda aos criadores de crise que infestam a imprensa arco-íris, incensada desde o hexa e em missão permanente para implodir o time e o clube.

Na quarta, quase briguei com um idiota que teve a pachorra de dizer, com ar indignado: “Paguei ingresso, posso reclamar!” Por favor, meu filho. Ingresso não é imposto de renda. Paga quem quer. Futebol não é teatro, cinema ou show de música em que o espectador tem “direito” a ver algo de boa qualidade. Torcida não é platéia. Torcida é parte do jogo. Ali de cima, ela tem poder de influenciar e alterar os rumos da partida. Não é por causa do gramado ou do vestiário que se dá valor ao mando de campo, mas por causa da força da torcida, principalmente uma torcida como a do Flamengo, gigantesca, criativa e incansável. Por isso, há que se manter a calma e apoiar. Sempre, independente das circunstâncias. Cobranças devem ser feitas após o jogo, no dia a dia do clube, para mostrar ao elenco e diretoria que estamos de olho e que desrespeito com o Flamengo não será aceito. Mas no Macaranã, com a bola rolando, há que se apoiar.

Bora Mengão Sempre!

Ivan Trindade”

Até morrer com vocês!

Sobre Paparazzo Reis

Fotógrafo internacional de celebridades, louco por Burgers e Churrasco, mas sempre acompanhando o Mengão!
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5 respostas para Coluna Mengolândia: Eu também tô me lixando!

  1. Rogerio disse:

    Somos Flamengo Ate Morrer, Independente do Que Acontecer

  2. GUILHERME S. ARAUJO disse:

    Bom texto. Voce tem razao.

  3. Fernando de Oliveira Lopes disse:

    Perfeito o comentário!

    Em algumas comunidades do orkut venho batendo nessa tecla… Nossa torcida (assim como qualquer outra torcida de clube brasileiro) precisa aprender uma coisa com as torcidas de clubes sul-americanos, especialmente de clubes argentinos: Podem estar na maior merda, tomando uma enfiada de 5 x 0 (que seja), mas cantam até o fim e ainda aplaudem no final…

    Destaco as seguintes frases brilhantes do texto:

    “Torcida não é platéia. Torcida é parte do jogo. Cobranças devem ser feitas após o jogo, no dia a dia do clube, para mostrar ao elenco e diretoria que estamos de olho…”

    É isso aí!

  4. Luiza disse:

    Perfeita colocação do Ivan.

    Ruim o Bruno reclamar, abrir o bocão e dar mais lenha pra essa imprensa que persegue o Fla desde antes dele ser hexa ano passado. Diziam que nem na libertadores estaríamos enquanto eu e o restante da torcida já vislumbrávamos o título. Mas o Bruno é humano, jogador de futebol (tem obrigação de ser habilidoso com a bola, mas nem tanto com as palavras).

    Também tenho sentido uma postura esquisita de alguns torcedores do Fla, talvez eles sejam novos, simples torcedores de ocasião, incitados a torcerem pelo melhor desde o campeonato brasileiro. Esperando ganhar sempre, descobriram que também perdemos. Ser flamenguista é muito mais sofrer e, consequentemente, valorizar ainda mais as vitórias. Nossa, quanto tempo passei vendo meu time ser um horror, lutando pra não cair e não ganhando nada, mas nem assim minhas camisas do Fla criaram mofo.

    Temos que ser mais como sempre fomos, incentivadores loucos ao ponto de dizer que o Obina era melhor que o Eto’o!!! Isso inflamava o nem tão habilidoso assim atacante e o fazia conseguir feitos inacreditáveis! Agora que temos atacantes de qualidade infinitamente superior só sabemos reclamar! O Love, por exemplo, errando o que errar, é um jogador super raçudo, honra a camisa e corre atrás sempre. E quando não finaliza bem, o que ele ouve? Vaias, xingamentos.

    Cadê nossa torcida amorosa?

    Que coisa ridícula ir até a Gávea pedir a cabeça do Bruno! Pelo amor de Deus. Se puderem, vejam o vídeo dos líderes das organizadas ouvindo o pedido de desculpas do Bruno. Logo do Bruno, um dos mais flamenguistas do elenco. Um dos mais entregues e comprometidos! Eu, daqui desse lado da tela, fiquei com medo dos líderes principalmente dos da raça e da jovem. E o Bruno lá, se humilhando, pedindo desculpas, apertando mão, se desculpando infinitamente por ter pouco se lixado prum povo que o xingava e pedia o Julio Cesar em seu lugar, pelo amor de Deus!

    Enquanto a torcida do mengão não ignorar o bla bla bla inútil da imprensa que tenta derrubar os heróis do hexa (que inclusive já transformaram em penta), o Flamengo vai agonizando, e perdendo a chance de ser vitorioso ainda esse ano. O dia a dia do Fla virou digno da TV fama e a gente tá embarcando na onda.

  5. raykar disse:

    Quem ta falando mal de bruno e por que nao entende de futebol e sao tudo invejosos

    sinto muita saldade ..

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